O Risco ESG nas Cadeias de Fornecimento

Em função do mercado globalizado, os limites geográficos da rede da cadeia de fornecedores de produtos e de serviços praticamente deixou de existir: Hoje, qualquer organização ou consumidor pode comprar um bem ou um serviço de qualquer parte do mundo.

Com esse fato, novas relações começaram a surgir em nossa sociedade: Uma empresa norte americana começou a buscar fornecedores no Oriente, em países como a China ou a Índia para concretizar a oportunidade de redução de custos. Com isso, o risco de ter um fornecedor que não “respeita” um intervalo de descanso mínimo dentro da cultura ocidental.

Convido ao leitor deste texto, assistir o documentário “A Industria Norte Americana” para avaliar o impacto das diferenças culturais no dia a dia das organizações, que buscam o mesmo fim comum, o Lucro. Porque sem Lucro, nenhuma empresa sobrevive nem nos EUA, ou na China, ou na Índia.

 

Este texto busca apresentar 5 fatores importantes que demonstram a necessidade em considerar o ESG na sua gestão do dia a dia:

1 – Impacto do desempenho de ESG de fornecedores no
dia a dia dos seus clientes

Apoiando um cliente na reestruturação do seu pilar E
(Gestão do Meio Ambiente), foi surpreendido com o impacto na gestão do seu
negócio, pilar G (Gestão da Governança) pela redução da produção da sua fábrica
em 40%, por um incêndio que destruí a fábrica do seu principal fornecedor de
embalagem, até então, único aprovado para o desenvolvimento e produção de
embalagem do seu principal produto. Este incêndio ocorreu em um sábado e quando
chegamos na segunda na fábrica, a noticia caiu como uma bomba sobre a Liderança
deste meu cliente. Mesmo com o suporte de outros dois fornecedores de embalagem,
a produção apenas regressou ao ritmo normal após 1 mês, afetando a Governança da
fábrica naquele ano, cujo prejuízo não foi recuperado.

A seguir, fui convidado a desenvolver um programa de
avaliação de fornecedores de outro setor critico de suporte para o negócio, de Transporte
Rodoviário de Produtos e de Matéria Prima, com temas no Pilar ESG.

2 – A exigência do ESG pelos Clientes

Cada vez mais, esta é uma realidade do mercado: Nossos clientes nos demandam um posicionamento claro e objetivo nos pilares ESG:

PILAR E (Environmental): Temos conhecimento dos nossos principais impactos ambientais e tomamos ações sobre estas demandas? Temos licença ambiental adequada para nossas atividades?

PILAR S (Social): Conhecemos, respeitamos e atendemos as necessidades dos nossos Colaboradores? O que fazemos para equilibrar a vida profissional e a vida pessoal da nossa equipe de Funcionários? Reconhecemos e praticamos a liberdade em nossa sociedade, respeitando as demandas das minorias em nossa sociedade?

Pilar G: Como garantimos aos nossos clientes que termos condições de atender os requisitos contratuais? Temos transparência de comunicação sobre a saúde financeira?

No último mês de outubro, realizei 20 Auditorias de Fornecedores de um grande grupo Espanhol que tem atuação marcante no Brasil na Gestão de concessionárias de rodovias com temas nos pilares de ESG, com o objetivo de conhecer o nível de influencia de sua atividade na Sociedade Brasileira.

3 – Aumento crescente da pressão das redes sociais nos Mercados Consumidores pelo tema ESG

O impacto de uma FAKE NEWS em nosso negócio pode ser devastador: Qualquer pessoa pode fazer uma critica ao nosso negócio a qualquer momento como um simples atraso de 5 minutos em uma fila de atendimento para realização de exames em um laboratório: Com a ausência de uma comunicação atuante no mercado, este tipo de notícia pode afetar o seu negócio e gerar uma imagem negativa e errada sobre a nossa empresa, com  grande dificuldade de reverter esse dano a nossa imagem.

Auditando o Relatório de Sustentabilidade de um grande laboratório no Brasil, que utiliza o padrão GRI como referência para usa elaboração, observei a medição de um indicador de medição do tempo de resposta a um comentário nas principais redes sociais (Facebook, Instagram, X) com meta em 5 minutos para controlar uma reclamação em suas unidades de atendimento espalhadas no Brasil, e quem sabe, uma FAKE NEWS com desdobramento incontrolável em seu negócio afetando a gestão Social e da Governança do seu negócio.

4 – Aparecimento de Requisitos Legais associados ao ESG

O tema ESG se tornar um requisito legal também parece ser um caminho sem volta.

Na Europa, a legislação da União Europeia já exige que todas as grandes empresas e todas as empresas cotadas (exceto as microempresas cotadas) divulguem informações sobre o que consideram ser riscos e oportunidades decorrentes de questões sociais e ambientais, e sobre o impacto das suas atividades nas pessoas e no ambiente.

Isto ajuda os investidores, as organizações da sociedade civil, os consumidores e outras partes interessadas a avaliar o desempenho de sustentabilidade das empresas.

Novas regras sobre relatórios de sustentabilidade corporativa: A Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa

Em 5 de janeiro de 2023, a Diretiva de Relatórios de Sustentabilidade Corporativa (CSRD) entrou em vigor. Esta nova diretiva moderniza e reforça as regras relativas à informação social e ambiental que as empresas devem comunicar. Um conjunto mais amplo de grandes empresas, bem como de PME cotadas, será agora obrigado a apresentar relatórios sobre sustentabilidade.

As novas regras garantirão que os investidores e outras partes interessadas tenham acesso às informações de que necessitam para avaliar o impacto das empresas nas pessoas e no ambiente e que os investidores avaliem os riscos e oportunidades financeiras decorrentes das alterações climáticas e de outras questões de sustentabilidade. Por último, os custos de comunicação serão reduzidos para as empresas a médio e longo prazo, através da harmonização da informação a fornecer.

As primeiras empresas terão de aplicar as novas regras pela primeira vez no exercício de 2024, para os relatórios publicados em 2025.

5 – Lucratividade depende do ESG

Garantir a sustentabilidade financeira do negócio da empresa é fundamental para buscar o equilíbrio do crescimento sustentável: Não há como focar neste tema, sem pensar na sua cadeia de fornecedores, bem como no mercado de clientes que você atua.

Nos últimos anos, o cenário financeiro mundial passou por uma transformação significativa, onde a busca por investimentos sustentáveis tornou-se uma prioridade para muitos investidores e empresas. O conceito de investimentos sustentáveis não apenas visa à rentabilidade financeira, mas também ao impacto positivo nos aspectos sociais, ambientais e de governança corporativa.

O aumento da conscientização sobre questões socioambientais está desempenhando um papel fundamental nas decisões de investimento, que são fundamentais para buscar a lucratividade dos seus negócios. A sociedade está cada vez mais preocupada com temas como mudanças climáticas, desigualdade social e ética empresarial.

Isso levou os investidores a buscar oportunidades que promovam o bem-estar social e ambiental, além de retornos financeiros.

Além disso, a demanda por investimentos alinhados a causas sociais e ambientais está crescendo significativamente. Os investidores estão buscando ativamente empresas que tenham um impacto positivo no mundo, o que, por sua vez, está impulsionando a alocação de capital para setores mais sustentáveis.

Os investimentos sustentáveis oferecem uma série de benefícios tanto para investidores quanto para empresas, como por exemplo:

·        Atração de novos investidores: Empresas que adotam práticas sustentáveis muitas vezes atraem um número maior de investidores. Isso pode aumentar a demanda por suas ações e melhorar eu acesso ao capital.

·        Aumento do valor de mercado: Estudos demonstraram que empresas com altas classificações ESG tendem a superar o desempenho de mercado a longo prazo. Isso resulta em um aumento do valor de mercado dessas empresas.

·        Redução de riscos: Investir em empresas com fortes práticas ESG pode ajudar a reduzir os riscos associados a questões sociais e ambientais, como processos judiciais, danos à reputação e regulamentações mais rígidas.

·        Satisfação do cliente e funcionário: Empresas socialmente responsáveis muitas vezes desfrutam de maior lealdade dos clientes e atraem talentos mais qualificados, que se sentem orgulhosos de trabalhar para organizações que valorizam o impacto positivo.

Em dúvida de como implementar e melhorar a Gestão de ESG do seu negócio: Entre em contato com a ELEMENTHUS – asjorge@gmail.com – Whatsapp + 55 11 94465 8219

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